Instituto Moreira Salles: Fotografia e Arte na Av. Paulista!

Pra dar início nos posts aqui do meu blog, resolvi trazer um assunto que hoje é impossível passar batido quando a gente fala de fotografia e arte em São Paulo, que é o Instituto Moreira Salles (IMS) e se você gosta de fotografia, mora na Grande SP e ainda não ouviu falar do IMS, olha… ta feia coisa pro seu lado rs, mas não se preocupe, eu te ajudo!

O IMS está presente em São Paulo, Rio de Janeiro e Poços de Caldas e é uma instituição que possui um patrimônio cultural em quatro áreas: Fotografia, Música, Literatura e Iconografia; Mas vou focar aqui na fotografia, já que o IMS é considerada a instituição fotográfica mais importante do país, cuidando de nada mais, nada menos de cerca de 2 milhões de fotografias que datam a partir do século XIX. O objetivo principal do IMS é ampliar e divulgar esse acervo gigante pelo país através de debates, seminários, livros, exposições fotográficas e etc.

O IMS da Av. Paulista

Quando você pensar que já viu de tudo na Av. Paulista, lembre-se desse texto e vá correndo pro IMS! A começar pela arquitetura do prédio que é simplesmente incrível, isso mesmo, um prédio inteiro foi projetado pra essa unidade, abusaram do estilo industrial, com estruturas à mostra em vigas de aço, acabamento em cimento queimado, vidros pra todos os lados, ambientes amplos, bem iluminados e confortáveis pra receber você.

A entrada é pela recepção no quarto andar e é acessada por escadas rolantes desde o piso térreo. São sete andares no total, sendo eles: Hall de entrada com Livraria e um Café, três andares/Áreas de Exposições (mais de 1200mts quadrados no total), uma Biblioteca exclusiva para Fotografia, um Cineteatro e algumas Salas de Aula para os cursos que o IMS oferece.

A Minha Experiência

Talvez você esteja pensando que subir 4 andares de escada rolante é chato, mas garanto pra você que no caso do IMS não é! São apenas dois lances e, como o prédio possui muitos vidros, você pode ir dando uma espiada no que te espera lá dentro.

Você não pode ir além da recepção com a sua mochila ou bolsa, mas será convidado pela recepção à colocar suas coisas no guarda volumes gratuito. Pergunte pra eles sobre a programação do dia, rapidamente você estará por dentro de tudo o que está rolando e onde está cada exposição.

Antes de ir pros outros andares, tire uma selfie na ‘varanda’ da recepção com vista pra Av. Paulista! Postou no Instagram? Agora pode continuar 🙂

Os andares podem ser acessados por escadas ou elevadores, é você quem manda! Os andares de cima são os três reservados pras exposições e o restante dos ambientes estão nos andares de baixo, com exceção da livraria e do café.

What time is it? … “It’s 2:20!”

Se fosse pra definir pra você, a exposição The Clock, com apenas uma palavra, essa palavra seria ‘Envolvente‘. The Clock na verdade não é uma mostra fotográfica, mas a galeria de exposições do 5º Andar foi transformada num cinema e olha, eu nunca me senti tão confortável vendo um filme fora de casa. O ambiente é amplo, com diversos sofás gostosos espalhados pelo lugar, tanto que vi uma ou duas pessoas tirando um cochilo rs. 

Infelizmente eu não consegui autorização pra fotografar essa exposição por questões de direitos autorais, mas vou contar um pouco pra você. O autor da obra, Christian Marclay, passou cerca de 10 anos construindo um filme de 24hrs, esse filme é o The Clock, “a vá Lucas…”. Ta, mas por que se chama The Clock? Vou deixar que a Coordenadora de artes visuais do IMS, Heloisa Espada explique pra você:

“Em todos os casos em que a hora é mencionada por um personagem ou surge na tela, seja em objetos de pulso, de bolso, em torres de igrejas, mostradores digitais ou cuco, ela coincide com a hora real do lugar em que a obra está sendo mostrada. Com duração de 24 horas, o trabalho é, portanto, um imenso relógio formado por fragmentos de filmes de toda a história do cinema. Ao exibir uma série de ícones cinematográficos, a montagem tem o poder de ativar a memória afetiva do espectador, que pode permanecer na sala durante o tempo que quiser.” <https://ims.com.br/2017/09/15/the-clock-texto-curatorial/> Acesso em Novembro de 2017.

Justamente pelo horário dos personagens do filmes ser o mesmo horário do seu celular, você se sente conectado com a obra, como se você fosse uma parte viva do filme, um ator, mas no papel de observador! A proposta é que você perceba a relação que mantém com o tempo e suas infinitas possibilidades únicas em cada segundo. Essa obra é fantástica e as cenas mexem com as suas emoções, se você quiser eu posso fazer um post num outro dia, analisando melhor essa obra, mas vamos lá… próximo assunto!

Os Americanos

Do quinto para o sétimo andar e olha só, você não está mais em um ‘cinema’ rs, mas em uma galeria bem diferente, dezenas de fotografias, mapas e textos pelas paredes, páginas de livros gigantes, alguns vídeos e os livros físicos que falam sobre o trabalho do fotógrafo Robert Frank.

“Robert Frank nasceu em 1924 em Zurique, na Suíça. Em 1946 criou seu primeiro livro de imagens, intitulado 40 fotos. No ano seguinte emigrou para os Estados Unidos, onde colaborou como fotógrafo em revistas como Harper’s Bazaar, Life, Look e Vogue. Em 1948 viajou pelas Américas Central e do Sul, percorrendo extensivamente o Peru, dos Andes à Amazônia, incluindo uma rápida incursão a Manaus no início de outubro daquele ano. Algumas das imagens dessa sua única visita ao Brasil, todas inéditas, serão apresentadas na exposição.” <https://ims.com.br/exposicao/robert-frank-os-americanos-e-os-livros-e-os-filmes/> Acesso em Novembro de 2017.

A exposição tem o formato de uma grande letra ‘C’, logo depois de você entrar na galeria, recomendo que comece pelo seu lado esquerdo. Você vai passar primeiro pelas páginas enormes dos livros e na outra metade do caminho você encontrará um corredor com vários quadros das fotografias de Robert.

Eu particularmente gostei muito dessa exposição, ele tem uma visão super interessante da fotografia documental e de rua! É um prato cheio pra pessoas que gostam de fotografia em preto e branco, como eu 🙂

Mas e aí, vale a pena?

Sou uma pessoa muito sincera, então… COM CERTEZA vale a pena! O IMS é uma excelente opção pra você sair da rotina e conhecer um lugar diferente com ótimas exposições sem ter que pagar pela visita, ta liberado levar amigos, família e até aquela paquera, vai que… Ah, que fique claro que não precisa ser um fotógrafo pra ir no IMS, mas se você já fotografa eu sei que vai sair de lá muito mais inspirado do que andar pela Paulista e tomar um café, essa visita me rendeu esse texto pra você <3. 

Não posso deixar de falar que eu passei quase 2 horas vendo fotografias do grande Henri Cartier-Bresson num livro na Biblioteca do IMS.

Fiz algumas fotografias dessa minha visita ao IMS e você pode conferir logo a baixo!

Você gostou desse texto? Então curta, compartilhe com seus amigos e use #bianqueft na sua foto no IMS! Deixe um comentário falando o que você achou do texto, seu feedback é importante pra mim!

O IMS funciona de terça a domingo das 10h às 20h. A biblioteca de terça a sexta das 10h às 20h e sábados das 10h às 18. Entrada gratuita, possui bicicletário, Wi-Fi gratuito, acessibilidade, guarda volumes e achados e perdidos.

Endereço: Avenida Paulista, 2424 (próximo ao metrô Paulista e Consolação).

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